EMI pior que estragada com as novas tarifas de streaming da britânica PRS
Posted by Marcelo Chermont on sexta-feira jul 3, 2009
A insanidade no seio das fileiras da indústria discográfica está a atingir proporções abismais com a divisão de publishing da EMI a rejeitar as novas tarifas de royalties a aplicar aos serviços de streaming pela PRS For Music que esta sociedade de gestão colectiva de direitos de autor introduziu no Reino Unido em Maio passado para alívio de várias empresas de música online.
Como a major não aceita o novo valor mínimo de 0.085 pences face aos anteriores 0,22 pences, ela decidiu remover os seus direitos de reprodução mecânica da PRS. Ou seja, a partir de agora a EMI está disposta a cobrar os seus próprios royalties directamente junto dos serviços de streaming de música, como refere o site PocketLint, que explica que com esta medida a companhia pretende obter tarifas mais altas.
Nós não estamos actualmente satisfeitos com as novas tarifas – em particular a tarifa mínima – propostas pela PRS for Music para os serviços de streaming e não achamos que sejam apropriadas,” comentou Antony Bebawl, conselheiro geral da EMI Music Publishing para o continente europeu.
O pior de tudo é que tudo indica que a Universal Music Publishing e a Sony/ATV, duas outras grandes firmas do sector de publishing, também não estejam satisfeitas com as novas tarifas. Mais uma vez, as majors estão desta forma a cavar a sua própria sepultura. Porque sem o recurso à máquina administrativa de uma sociedade de gestão colectiva como a PRS for Music elas acabarão por ficar com menos do que a nova tarifa mínima proposta.
Para além do mais e tendo em conta que os valores inicialmente propostos pela PRS – nomeadamente nas negociações com a YouTube cujo fracasso levou o site de partilha de vídeos a bloquear o acesso dos utilizadores britânicos a milhares de videoclips – eram tão ou mais irrealistas como os que a EMI almeja agora cobrar, esta notícia só revela que há quem nunca aprenda com os erros.
(foto de chrislee-cm segundo licença CC-BY-ND 2.0)